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segunda-feira, 24 de abril de 2017

Não vim destruir a lei - O Espiritismo



CAPÍTULO I 

Não vim destruir a lei

• As três revelações:

O Espiritismo 

5. O Espiritismo é a ciência nova que vem revelar aos homens, por meio de provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual e as suas relações com o mundo corpóreo. Ele no-lo mostra, não mais como coisa sobrenatural, porém, ao contrário, como uma das forças vivas e sem cessar atuantes da Natureza, como a fonte de uma imensidade de fenômenos até hoje incompreendidos e, por isso, relegados para o domínio do fantástico e do maravilhoso. É a essas relações que o Cristo alude em muitas circunstâncias e daí vem que muito do que Ele disse permaneceu ininteligível ou falsamente interpretado. O Espiritismo é a chave com o auxílio da qual tudo se explica de modo fácil. 

6. A lei do Antigo Testamento teve em Moisés a sua personificação; a do Novo Testamento tem-na no Cristo. O Espiritismo é a terceira revelação da Lei de Deus, mas não tem a personificá-la nenhuma individualidade, porque é fruto do ensino dado, não por um homem, sim pelos Espíritos, que são as vozes do Céu, em todos os pontos da Terra, com o concurso de uma multidão inumerável de intermediários. É, de certa maneira, um ser coletivo, formado pelo conjunto dos seres do mundo espiritual, cada um dos quais traz o tributo de suas luzes aos homens, para lhes tornar conhecido esse mundo e a sorte que os espera. 

7. Assim como o Cristo disse: “Não vim destruir a lei, porém cumpri-la”, também o Espiritismo diz: “Não venho destruir a lei cristã, mas dar-lhe execução.” Nada ensina em contrário ao que ensinou o Cristo; mas desenvolve, completa e explica, em termos claros e para toda gente, o que foi dito apenas sob forma alegórica. Vem cumprir, nos tempos preditos, o que o Cristo anunciou e preparar a realização das coisas futuras. Ele é, pois, obra do Cristo, que preside, conforme igualmente o anunciou, à regeneração que se opera e prepara o Reino de Deus na Terra.

O Evangelho Segundo o Espiritismo | Allan Kardec | Por Claudio Damasceno Ferreira Junior Introdução | Página 44

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Prefácio



Os Espíritos do Senhor, que são as virtudes dos Céus, qual imenso exército que se movimenta ao receber as ordens do seu comando, espalham-se por toda a superfície da Terra e, semelhantes a estrelas cadentes, vêm iluminar os caminhos e abrir os olhos aos cegos. Eu vos digo, em verdade, que são chegados os tempos em que todas as coisas hão de ser restabelecidas no seu verdadeiro sentido, para dissipar as trevas, confundir os orgulhosos e glorificar os justos. As grandes vozes do Céu ressoam como sons de trombetas, e os cânticos dos anjos se lhes associam. Nós vos convidamos, a vós homens, para o divino concerto. Tomai da lira, fazei uníssonas vossas vozes, e que, num hino sagrado, elas se estendam e repercutam de um extremo a outro do Universo. Homens, irmãos a quem amamos, aqui estamos junto de vós. 

Amai-vos, também, uns aos outros e dizei do fundo do coração, fazendo as vontades do Pai, que está no Céu: Senhor! Senhor!... e podereis entrar no Reino dos Céus.

O Espírito de Verdade



Nota – A instrução acima, transmitida por via mediúnica, resume a um tempo o verdadeiro caráter do Espiritismo e a finalidade desta obra; por isso foi colocada aqui como prefácio.

terça-feira, 4 de abril de 2017

A Felicidade Que A Prece Proporciona



Santo Agostinho - Paris, 1861

23 - Venham, vocês que desejam crer. Os Espíritos Celestiais chegam para anunciar grandes coisas. Deus, meu filhos, abre Seus tesouros para dar a todos os Seus benefícios. Homens de pouca fé! Se soubessem o quanto a fé faz bem ao coração e leva a alma ao arrependimento e à prece! Ah! Como são comoventes as palavras que saem dos lábios na hora da prece! Ela é o orvalho Divino que acalma o calor excessivo das paixões. A prece, sendo filha primeira da fé, leva-nos ao caminho que conduz a Deus. No recolhimento e na solidão, estão sempre com Deus. Para vocês, não existem mais mistérios, pois Deus se revela através da prece. Apóstolos do pensamento, a prece os leva a conhecer a verdadeira vida. A alma se desprende da matéria e se eleva aos mundo infinitos e etéreos que a pobre Humanidade ainda desconhece.

Avancem pelos caminhos da prece e ouvirão as vozes dos anjos. Que harmonia! Não é mais o ruído confuso e os sons estridentes da Terra. São as liras dos arcanjos, as vozes doces e suaves dos serafins, mais delicadas que as brisas da manhã, quando brincam na folhagem dos nossos bosques. Com que alegrias irão caminhar! A linguagem da Terra é pobre para definir a felicidade que irão sentir, pois ela entrará por todos os poros, tão viva e refrescante é a fonte da vida quando se está em oração! Doces vozes, deliciosos perfumes que a alma ouve e sente ao se lançar, pela prece, nessas esferas desconhecidas e habitadas! Sem o peso dos desejos carnais, todas as aspirações são Divinas. Orem, também, como Cristo orou quando carregou Sua cruz até o Calvário.

Carreguem sua cruz e sentirão, em suas almas, as mesmas doces emoções que o Senhor sentiu, ainda que carregando a cruz infame. Ele ia morrer, mas para viver a Vida Celestial na morada do Pai.


O Evangelho Segundo o Espiritismo | Allan Kardec | Por Claudio Damasceno Ferreira Junior Capítulo 27 | Página 282 | Bem-Aventurados Os Aflitos