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segunda-feira, 24 de abril de 2017

Não vim destruir a lei - Cristo



CAPÍTULO I 

Não vim destruir a lei

• As três revelações:

O Cristo

3. Jesus não veio destruir a lei, isto é, a Lei de Deus; veio cumpri-la, isto é, desenvolvê-la, dar-lhe o verdadeiro sentido e adaptá-la ao grau de adiantamento dos homens. Por isso é que se nos depara, nessa lei, o princípio dos deveres para com Deus e para com o próximo, base da sua doutrina. Quanto às leis de Moisés, propriamente ditas, Ele, ao contrário, as modificou profundamente, quer na substância, quer na forma. Combatendo constantemente o abuso das práticas exteriores e as falsas interpretações, por mais radical reforma não podia fazê-las passar, do que as reduzindo a esta única prescrição: “Amar a Deus acima de todas as coisas e o próximo como a si mesmo”, e acrescentando: aí estão a lei toda e os profetas. Por estas palavras: “O céu e a Terra não passarão sem que tudo esteja cumprido até o último iota”, quis dizer Jesus ser necessário que a Lei de Deus tivesse cumprimento integral, isto é, fosse praticada na Terra inteira, em toda a sua pureza, com todas as suas ampliações e consequências. Efetivamente, de que serviria haver sido promulgada aquela lei, se ela devesse constituir privilégio de alguns homens, ou, ao menos, de um único povo? Sendo filhos de Deus todos os homens, todos, sem distinção nenhuma, são objeto da mesma solicitude. 

4. O papel de Jesus não foi o de um simples legislador moralista, tendo por exclusiva autoridade a sua palavra. Cabia-lhe dar cumprimento às profecias que lhe anunciaram o advento; a autoridade lhe vinha da natureza excepcional do seu Espírito e da sua missão divina. Ele viera ensinar aos homens que a verdadeira vida não é a que transcorre na Terra, e sim a que é vivida no Reino dos Céus; viera ensinar-lhes o caminho que a esse reino conduz, os meios de eles se reconciliarem com Deus e de pressentirem esses meios na marcha das coisas por vir, para a realização dos destinos humanos. Entretanto, não disse tudo, limitando-se, respeito a muitos pontos, a lançar o gérmen de verdades que, segundo Ele próprio o declarou, ainda não podiam ser compreendidas. Falou de tudo, mas em termos mais ou menos implícitos. Para ser apreendido o sentido oculto de algumas palavras suas, mister se fazia que novas ideias e novos conhecimentos lhes trouxessem a chave indispensável, ideias que, porém, não podiam surgir antes que o espírito humano houvesse alcançado um certo grau de madureza. A Ciência tinha de contribuir poderosamente para a eclosão e o desenvolvimento de tais ideias. Importava, pois, dar à Ciência tempo para progredir.

O Evangelho Segundo o Espiritismo | Allan Kardec | Por Claudio Damasceno Ferreira Junior Introdução | Página 43

terça-feira, 4 de abril de 2017

A Felicidade Que A Prece Proporciona



Santo Agostinho - Paris, 1861

23 - Venham, vocês que desejam crer. Os Espíritos Celestiais chegam para anunciar grandes coisas. Deus, meu filhos, abre Seus tesouros para dar a todos os Seus benefícios. Homens de pouca fé! Se soubessem o quanto a fé faz bem ao coração e leva a alma ao arrependimento e à prece! Ah! Como são comoventes as palavras que saem dos lábios na hora da prece! Ela é o orvalho Divino que acalma o calor excessivo das paixões. A prece, sendo filha primeira da fé, leva-nos ao caminho que conduz a Deus. No recolhimento e na solidão, estão sempre com Deus. Para vocês, não existem mais mistérios, pois Deus se revela através da prece. Apóstolos do pensamento, a prece os leva a conhecer a verdadeira vida. A alma se desprende da matéria e se eleva aos mundo infinitos e etéreos que a pobre Humanidade ainda desconhece.

Avancem pelos caminhos da prece e ouvirão as vozes dos anjos. Que harmonia! Não é mais o ruído confuso e os sons estridentes da Terra. São as liras dos arcanjos, as vozes doces e suaves dos serafins, mais delicadas que as brisas da manhã, quando brincam na folhagem dos nossos bosques. Com que alegrias irão caminhar! A linguagem da Terra é pobre para definir a felicidade que irão sentir, pois ela entrará por todos os poros, tão viva e refrescante é a fonte da vida quando se está em oração! Doces vozes, deliciosos perfumes que a alma ouve e sente ao se lançar, pela prece, nessas esferas desconhecidas e habitadas! Sem o peso dos desejos carnais, todas as aspirações são Divinas. Orem, também, como Cristo orou quando carregou Sua cruz até o Calvário.

Carreguem sua cruz e sentirão, em suas almas, as mesmas doces emoções que o Senhor sentiu, ainda que carregando a cruz infame. Ele ia morrer, mas para viver a Vida Celestial na morada do Pai.


O Evangelho Segundo o Espiritismo | Allan Kardec | Por Claudio Damasceno Ferreira Junior Capítulo 27 | Página 282 | Bem-Aventurados Os Aflitos

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Coragem Da Fé


13 - Jesus disse: "Todo aquele que aceitar Meus ensinamentos e Me reconhecer diante dos homens, Eu também o reconhecerei e o levarei para diante de Meu Pai que está nos Céus. E todo aquele que Me renegar diante dos homens, Eu também o renegarei diante de Meu Pai que está nos Céus" (Mateus, 10:32 e 33).

14 - Jesus também disse: "Se alguém se envergonhar de Mim e das minhas palavras, Eu também, desse, me envergonharei, quando vier na glória de Meu Pai e dos santos anjos" (Lucas, 9:26).

15 - Sempre é muito considerado, entre os homens, aquele que tem coragem de manifestar sua própria opinião. Existe um grande mérito em enfrentar os perigos, as perseguições, as contradições e, até mesmo, as simples ironias a que se expões todo aquele que não teme confessar abertamente suas ideias, que quase sempre não são as da maioria. Aqui, como em tudo, o mérito está na razão direta dos resultados conseguidos perante uma determinada situação. Sempre existe fraqueza em recuar diante das dificuldades de defender sua opinião, mas há casos em que isso constitui uma covardia tão grande quanto a de fugir da luta no momento do combate.

Jesus, em Sua Doutrina, condena essa covardia, ao dizer que, se alguém se envergonhar de Suas palavras, desse, também, Ele se envergonhará; que renegará aquele que O tiver renegado; que reconhecerá diante do Pai que está nos Céus aquele que O reconhecer diante dos homens". Em outras palavras: aqueles que tiverem medo de se confessar discípulos da verdade, não são dignos de entrar no Reino de Verdade. Perderão, assim, o benefício de sua fé, pois é uma fé egoísta que eles guardam para si mesmos. Escondem essa fé com medo dos prejuízos que ela possa lhes acarretar nesse mundo, ao passo que aqueles que colocam a verdade acima de seus interesses materiais e a proclamam abertamente, trabalham, ao mesmo tempo, pelo seu próprio futuro e pelo dos outros.

16 - Assim também será com os adeptos do Espiritismo, pois sua Doutrina é o desenvolvimento e a aplicação do Evangelho. É aos Espíritas que o Cristo também dirige Suas palavras ao dizer: "Eles semeiam na Terra o que colherão na Vida Espiritual. Lá, colherão os frutos de sua coragem ou de sua fraqueza".

O Evangelho Segundo o Espiritismo | Allan Kardec | Por Claudio Damasceno Ferreira Junior | Capítulo 24 | Página 260 | Não Coloquem A Candeia Debaixo do Alqueire

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Observem os Pássaros do Céu



6 - Não acumulem tesouros na Terra, onde a ferrugem e os vermes irão consumi-los e onde os ladrões os desenterram e roubam. Acumulem tesouros no Céu, onde nem a ferrugem, nem os vermes irão consumi-los e onde os ladrões não entram, nem roubam pois, onde estiver o tesouro que possuem, aí, também, estará o coração de vocês.

Por isso, Eu digo a vocês: Não se preocupem em saber onde encontrarão alimento para sustentar suas vidas, nem onde encontrarão roupas para cobrir seus corpos. A vida não é mais do que o alimento? O corpo não é mais do que a roupa?

Observem os pássaros do Céu: eles não semeiam e não colhem, e nem guardam nada em celeiros, mas o Pai Celestial os alimenta a todos. Será que os homens não valem mais do que os pássaros? E qual, dentre vocês, por mais que queira, pode acrescentar meio metro à sua estatura?

Por que também se preocupam com a roupa? Observem como crescem os lírios do campo, eles não trabalham, nem tecem, entretanto, Eu afirmo que nem Salomão com toda a sua glória, nunca se vestiu como um deles. Se Deus tem o cuidado de vestir dessa forma uma erva do campo, que hoje existe e amanhã será lançada na fornalha, quanto mais cuidado terá em vesti-los, homem de pouca fé?

Não se inquietem, perguntando: o que vamos comer, o que vamos beber, co o que vamos nos vestir? Os pagãos é que procuram todas essas coisas. O Pai Celestial sabe que vocês têm necessidade delas.

Busquem, primeiro, o Reino de Deus e Sua Justiça, e todas essas coisas lhes serão dadas por acréscimo. Por isso, não se preocupem com o dia de amanhã, pois o amanhã cuidará de si mesmo. A cada dia já basta a sua própria aflição (Mateus, 6:19 a 21, 25 a 34).

O Evangelho Segundo o Espiritismo | Allan Kardec | Por Claudio Damasceno Ferreira Junior | Capítulo 25 | Página 264| Busquem E Vocês Encontrarão

domingo, 16 de outubro de 2016

Não vim destruir a Lei


As três Revelações:
Moisés, Cristo e o Espiritismo
Aliança da Ciência com a Religião

Instrução dos Espíritos:

A Nova Era

1. Jesus disse: "Não pensem que Eu vim destruir a Lei ou desmentir o que os Profetas disseram. Não vim destruí-los, mas vim para dar cumprimento às Leis de Deus. Em verdade, Eu digo a vocês que o Céu e a Terra não passarão antes que tudo o que está na Lei seja totalmente cumprido" (Mateus, 5:17 e 18).

Moisés

2. A Lei de Moisés é composta por duas partes bem distintas: A Lei de Deus, recebida no Monte Sinai, e a Lei Civil ou Disciplinar, estabelecida por ele mesmo. A Lei de Deus é inalterável, já a Lei Civil ou Disciplinar era apropriada aos costumes e ao povo daquela época; por isso modificou-se com o tempo.

A Lei de Deus está escrita nos Dez Mandamentos seguintes:

1. Eu sou o Deus que os tirou do Egito, onde eram escravos. Não deverá haver outros deuses estrangeiros a serem adorados, nem será preciso fazer imagens talhadas para representar a Mim ou as coisas da Terra, da Água ou do Céu;

2. Não pronunciar o nome de Deus em vão;

3. O dia de sábado deve ser santificado.

4. Honrar e respeitar o pai e a mãe;

5. Não matar;

6. Não cometer adultério;

7. Não roubar;

8. Não testemunhar falsamente contra o próximo;

9. Não desejar a mulher do próximo;

10. Não desejar nada que pertença ao seu próximo.

Esta Lei, conhecida como os Dez Mandamentos, foi recebida por Moisés no Monte Sinai, e é considerada uma Lei válida para todos os tempos e para todos os países, tendo, por isso mesmo, um caráter Divino. Moisés precisou criar várias Leis rígidas para manter, pelo temor, um povo naturalmente turbulento e indisciplinado. Era preciso combater os abusos e os preconceitos adquiridos pelo povo hebreu durante os anos em que permaneceram como escravos no Egito. Moisés, para dar autoridade às suas Leis, precisou atribuir-lhes uma origem Divina, assim como já haviam feito todos os legisladores dos povos primitivos. A autoridade do homem precisava apoiar-se sobre a autoridade de Deus. Somente a ideia de um Deus terrível poderia impressionar homens ignorantes, pouco desenvolvidos moralmente e com pequeno senso de justiça. É evidente que Moisés, ao incluir entre os seus mandamentos Não matar e Não fazer mal ao próximo, não poderia se contradizer fazendo uma Lei que mandasse exterminar outros povos. Assim, as Leis de Moisés tiveram um caráter essencialmente transitório e foram úteis somente para sua época.

O Cristo